segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A terra tremeu, mas não foi terremoto

Em pleno feriado nacional onde comemoramos o piti de D. Pedro às margens do Rio Paraíba (a história que ouvimos até hoje não passa de mentiras para dar moral a cidade de São Paulo, é tudo falsidade), Paraibuna que é cidade de gente bonita, e isso não é novidade para ninguém, esta aí uma foto do Barretinho - nascido e criado na terrinha - comprovando o que nunca ninguém desconfiou. Mas se não bastasse ser uma cidade com extrema beleza por parte de seus moradores, a novidade agora é a tremedeira aos domingos à noite, não se fala em outra coisa.
O que se comenta na cidade, é que teria sido um tremor de terra - uma espécie de mini terremoto, algumas pessoas apostam que a casa noturna Pégasus foi reativada em novo endereço, afirmam ser no bairro do Caracol, outros juram que a famosa cobra gigante esticou os braços para se espreguiçar no fundo do rio.
O que quase ninguém sabe é que o empresário, eletricista e guardador de carros, Serginho da Eletrônica do Serginho, estava apenas testando alguns equipamentos de som que ele comprou na Rua Santa Efigênia, em São Paulo.
Tudo começou no sábado a tarde quando Serginho e Claudionor foram a Capital para fazer compras na 25 de Março, Brás e Santa Efigênia, o que eles não contavam é que iriam perder o ônibus de volta para São José e assim poder fazer a baldiação nas vans clandestinas até Paraibuna.
Com várias sacolas de muambas e com um pé a menos, decidiram dormir no Terminal Rodoviário do Tietê e pegar um ônibus na manhã de domingo até São José dos Campos. Sendo assim, chegaram na cidade vizinha por volta das 07h20, tomaram um café na Rodoviária Nova e foram para a plataforma esperar o ônibus. Como aos domingos a “bagaça” só funciona de hora em hora, eles cochilaram e perderam o circular das 8, das 9 e das 10h. Não percebendo que haviam “tirado um cochilo”, eles nem perceberam e embarcaram no ônibus para Jambeiro que se atrasou e saiu às 10h15. Quando perceberam já estava na estrada para Jamber City, então decidiram descer e fazer o resto do caminho a pé (em 3 pés), até aparecer uma carona, mas se esqueceram que aos domingos os paraibunenses visitam menos a cidade de São José dos Campos, e não conseguiram a tão sonhada “caronex”, só chegando em Paraibuna por volta das 19h30.
Só deu tempo de conferir o resultado do jogo do Santos, e comerem o resto de macarrão com frango que o Seu Paulo havia feito para o almoço para então fazerem o que já deveriam terem feito em São Paulo: testarem o som que haviam comprado.
Com pouca experiência no mercado, Serginho foi enganado pelo vendedor, que disse que twitter estava na moda e que a caixa de som sairia mais cara com os tais twitter's por causa disso. Com a afirmativa do vendedor, o empresário, eletricista e guardador de carros desistiu de levar o equipamento mais caro. Claudionor, que toca órgão, concordou com a escolha e disse que resolveria o problema, mas na hora de fazer o teste nem se lembrou do tal “probleminha”. Por volta das 21h, Claudionor conectou seu órgão na caixa de som e começou a tocar, tocou devagar por algum tempo, depois começou a acelerar. De repente Serginho abriu o canal - da mesa de som- e o barulho foi ensurdecedor, assustando o Seu Paulo que assistia o Pânico na TV na sala ao lado.
Alguns moradores do Comércio e de Jambeiro também, ouviram o barulho do órgão e imaginaram que a terra tinha tremido. Que absurdo, uma tocada no órgão do Claudionor não faria tudo isso.
O problema é que as pessoas se assustaram e começaram a reclamar, o caso chegou até a Polícia Civil, e Serginho foi intimado para prestar esclarecimentos sobre o crime de perturbação de sossego. Em suas declarações, ele deixou Claudionor em maus lençóis, dizendo que o mesmo havia chutado o equipamento e causado o estrondoso barulho. A Polícia continua investigando a causa do “tremor de terra” em Paraibuna, o próximo a ser ouvido será o tocador de órgão, Claudionor. O blog Perseguição news continuará acompanhado este caso para manter seus leitores bem informados.

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